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2. E o que são créditos de carbono exatamente?

Os créditos de carbono são ativos intangíveis (semelhantes a pontos de milhagem, marcas, criptomoedas) e, portanto, são certificados digitais.
Esses certificados digitais (os créditos de carbono) provam que uma empresa ou um projeto ambiental (projetos de conservação de florestas, reflorestamento de áreas devastadas, energia limpa, biomassa, etc.) evitou a emissão de 1 tonelada de CO2e (gás carbônico equivalente) em um determinado ano, evitando a poluição do meio ambiente. Portanto, eles são uma forma de remunerar as pessoas que prestam esses serviços.
Os créditos de carbono só existem porque um serviço ambiental foi prestado e auditado (comprovado). Portanto, eles são imutáveis, por serem referentes a um serviço de conservação já realizado.

Entenda como os gases de efeito estufa são contabilizados para a criação dos créditos de carbono:

É importante ressaltar que:
1 crédito de carbono = 1 tonelada de CO2e neutralizada
Os gases de efeito estufa (GEE) são aqueles que geram o aquecimento global, e que colaboram efetivamente para a crise climática. Eles são provenientes de atividades poluidoras do nosso dia-a-dia, como o uso de transportes, consumo de energia elétrica, etc.
Os principais GEE são o CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono), CH4 (metano) e o N2O (óxido nitroso), sendo o gás carbônico o de maior contribuição para o aquecimento global.
Para facilitar a conversão em créditos de carbono, todos os GEE são convertidos em gás carbônico equivalente (CO2e), através de um cálculo de comparação de potencial de poluição de cada gás.

Qual a finalidade dos créditos de carbono?

Vamos comparar o crédito de carbono a um barril de petróleo e a uma garrafa de vinho: eles existem para serem consumidos e não têm data de validade/expiração.
Assim, a finalidade de um crédito de carbono é o seu consumo. É fazer com que ele deixe de existir. E isso se dá a partir da sua baixa para compensação em seu registro (cartório digital) global. Essa baixa também é chamada de “aposentadoria” ou “cancelamento” para créditos de registros tradicionais e “queima” para créditos tokenizados.
O crédito existe para, um belo dia, ser usado, aposentado/queimado, e o detentor, em troca, recebe um certificado. Assim, a pessoa que realizou a aposento do crédito, pode provar e afirmar que compensou uma certa parte de suas emissões de gases de efeito estufa ou, como também chamamos, sua pegada de carbono.
A divulgação da compensação exige que o crédito deixe de existir, ou seja, que seja aposentado ou cancelado (no caso de registros tradicionais), ou que o token seja queimado e deixe de existir (no caso de créditos tokenizados, em blockchain).
Somente comprar créditos de carbono, sem aposentá-los, não representa compensação, assim como somente comprar um barril de petróleo não faz um carro andar.